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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Com a UFT, Defensoria em Miracema foca o empoderamento da mulher na política

Autor(a): Marcus Mesquita / Ascom DPE-TO

Divulgação

Com o objetivo de estabelecer um espaço de discussão sobre o papel da mulher na política nacional, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) em Miracema, município localizado a 75 quilômetros de Palmas, promoveu um evento sobre o tema em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT). A atividade se desenvolveu por meio de explanações e rodas de conversa, reforçando que o engajamento político feminino deve passar pelo exercício de direitos em prol de um empoderamento.

Na ocasião, a DPE-TO foi representada pelas defensoras públicas Franciana Di Fátima Cardoso, uma das organizadoras da iniciativa, e Elydia Leda Barros Monteiro; enquanto a UFT, pela presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do campus Miracema, Bianca Pereira, e pelos professores Carlos Mendes Rosa e José Fernando Patino Torres. O evento aconteceu na última terça-feira, 2, no auditório do campus da UFT na cidade.

De acordo com Franciana Cardoso, é fundamental instigar a reflexão sobre o verdadeiro poder de atuação da mulher no cenário político. “É importante entender que o papel da mulher na política vai além da possibilidade de votar, de se candidatar. É necessário ficar claro que todos os nossos atos são políticos; da escolha do que comemos e vestimos aos nossos posicionamentos, nossas falas e onde falamos”, explicou a Defensora Pública.

Contando com o apoio da Colônia de Pescadores Profissionais e Artesanais Z16 de Miracema do Tocantins (Copemito), da Associação Aliança para um Futuro Melhor (Aliar), da coordenação do curso de Psicologia da UFT e da cidadã miracemense, Carina Géssika Irineu do Monte, o evento apresentou experiências de atuação de mulheres no município e contou com um público formado por pescadoras locais, moradoras, acadêmicas, professoras e profissionais da DPE-TO.

Durante as discussões, conforme contou a defensora pública Franciana, também foi colocada em pauta a convencionada diferenciação de tratamentos em referência a mulheres e homens na sociedade: “Nós discutimos vários aspectos, desde a diferença da educação ofertada conforme os sexos; a exposição maior a julgamentos e críticas das mulheres em comparação aos homens; a discrepância salarial entre mulheres e homens que ocupam as mesmas funções; a urgente necessidade de novas políticas públicas mais igualitárias. Inclusive, abordamos o fato do congresso ser formado, em maioria, por homens, brancos e heterossexuais. Ou seja, ele é composto por pessoas que, normalmente, não compreendem essas discussões e tantas outras específicas da realidade das mulheres, o que torna estas mesmas pessoas menos aptas, por isto, a nos representarem”, enfatizou Franciana Cardoso.

DPE-TO
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