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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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CNJ lança cartilha com direitos e deveres para população carcerária

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A medida é uma forma de atenuar as condições desumanas do sistema carcerário e traz orientações sobre a progressão de regime, visita íntima, auxílio-reclusão entre outros temas.

As duas cartilhas foram lançadas no último 29/03, pelo Conselho Nacional de Justiça e trazem recomendações sobre os direitos e deveres dos presos. As publicações que vão ser distribuídas nos presídios de todo o país e trazem orientações sobre a progressão de regime, visita íntima, auxílio-reclusão entre outros. Os textos trazem até um modelo de habeas corpus, que pode ser pedido mesmo na falta de defensores públicos. O Distrito Federal tem apenas nove defensores e só a Papuda tem 9,3 mil detentos – 3,2 mil a mais do que a sua capacidade original.

“Na verdade, os presos podem reivindicar seus direitos com base no que a lei prevê. De algum modo, [eles] tomam posição nesse movimento de melhorias das condições carcerárias”, defende o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso. “Essa situação dos presos em caráter provisório tem prejudicado enormemente o sistema. Os presos ficam sem perspectiva de quando terão oportunidade de ter progressão de seu regime, sair das casas prisionais e terem possibilidade real de voltarem suas vidas com inserção social”, destaca a ministra Maria do Rosário, secretaria nacional de direitos humanos.

Os seis presos que fugiram da Papuda no domingo continuam sendo procurados. Eles escaparam do bloco considerado o mais seguro e moderno do presídio. Se forem recapturados, podem ser penalizados com regime disciplinar diferenciado, um conjunto de regras rígidas, como redução do tempo de visita e do banho de sol. A fuga é considerada uma falta grave.




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