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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Brasil precisa de 3.000 defensores públicos, diz Associação

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
O presidente da Anadep (Associação Nacional dos Defensores Públicos), André Castro, afirmou que há um déficit de quase 3.000 defensores públicos em todo o país. Em entrevista ao programa Revista Brasil, que foi ar nesta segunda-feira (3/5) na Rádio Nacional AM Brasília, emissora da EBC, Castro ressaltou que o orçamento para as Defensorias Públicas não passa de 0,4% do total dos recursos dos Estados.

Segundo Castro, das 7.500 vagas para defensores públicos em todo o país, apenas 4.700 estão preenchidas, por falta de previsão orçamentária para organização de novos concursos. Esses dados serão mostrados hoje à noite, em Florianópolis (SC), no lançamento do 3º Diagnóstico da Defensoria Pública. O estudo, coordenado pelo Ministério da Justiça, faz um mapeamento da estrutura e funcionamento da instituição em todo o país.

O diagnóstico será lançado em Santa Catarina porque o estado é um dos únicos onde não existe Defensoria Pública. O objetivo é pressionar as autoridades catarinenses para criar a instituição.

Apesar de a Constituição Federal determinar a existência da instituição em todos os estados do país, Goiás, Paraná e Santa Catarina ainda descumprem essa exigência. “Não há explicação razoável para isso, é um desrespeito às populações carentes que precisam do serviço”, afirmou André Castro


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