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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Bazar Três Pontos será implantado na Cadeia Feminina de Babaçulândia

Detentas recebem barbantes para confeccionar tapetes.
Detentas recebem barbantes para confeccionar tapetes. — Keliane Vale

O Bazar Três Pontos, inicialmente desenvolvido na Unidade Prisional Feminina de Palmas, será estendido à Cadeia Pública de Babaçulândia, que conta atualmente com 30 detentas. O projeto foi idealizado pela defensora pública Maurina Jácome, com o auxílio da assistente social Simone Martins.

Os resultados positivos do Bazar em Palmas estimularam a equipe multidisciplinar da Defensoria Pública em Araguaína a implantar o Projeto na comunidade carcerária local, com o objetivo de fortalecer a produção que já existe – realizada por 15 mulheres que confeccionam tapetes de crochê – e também estimular a comercialização desses produtos. 

Para aumentar a produção, Defensores Públicos que atuam em Araguaína, com a parceria da Prefeitura de Babaçulândia, viabilizaram a compra de rolos de barbantes para a confecção de novas peças. Nesta segunda-feira, 9, as detentas receberam o material.

As atividades do Projeto em Araguaína visam dar visibilidade à confecção das detentas e tornar acessível à população adquirir os produtos, com exposições das peças em eventos e locais de boa movimentação de pessoas, pelo menos a cada dois meses.

As peças produzidas servem para diminuir o prazo do cumprimento das penas privativas de liberdade. Na Cadeia de Babaçulândia, a cada quatro peças confeccionadas (no período de uma semana), um dia de pena é remido.

Projeto

O projeto é intitulado Bazar Três Pontos numa referência a trabalho, liberdade e geração de renda. Em Palmas, o Bazar já realizou 10 exposições e recentemente, o projeto ganhou um local fixo para comercialização na Feira do Bosque.

A experiência na Capital tem mostrado que o projeto concebido em maio de 2013 tem se consolidado cada vez mais e atingido os objetivos propostos. “Em menos de um ano conseguimos colocar em prática um desejo nosso de promover a ressocialização, incentivar uma atividade de trabalho, geração de renda e mudança de vida”, analisa a defensora pública Maurina Jácome Santana, idealizadora do projeto.

 

Texto: Keliane Vale

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