Assistidos de Porto Nacional participam do Mutirão de DNA

M.S.A. é dona de casa, portuense e mãe de três filhos. Após o nascimento do último, há dois anos, separou-se do marido, que ainda não registrou o filho mais novo por não reconhecê-lo. Com o objetivo de ingressar com Ação de Reconhecimento de Paternidade, a dona de casa participou nesta sexta-feira, 28, do Mutirão DNA em Porto Nacional, ação da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins. “O pai não reconhece o filho mais novo, por isso não o registrou, e isso tem prejudicado a educação do meu filho porque não posso nem mesmo tirar a documentação dele. Por conta disso, estamos dispostos a fazer o exame de DNA e tirar a limpo toda dúvida”, expressa a mãe.
O caso de M.S.A. é semelhante à cerca de outros 150 Assistidos que compareceram à sede da DPE-TO em Porto Nacional nesta sexta-feira. Além dos exames gratuitos de DNA, a ação ofereceu palestras informativas sobre doenças infectuosas com estudantes de Medicina do ITPAC - Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto, programação para as crianças na Brinquedoteca, Mutirão Conciliação e ação da Secretaria de Saúde comcoleta de saliva, emissão do cartão do SUS e teste rápido de HIV e Sífilis.
O material genético foi colhido na própria sede da Defensoria, onde uma equipe de biomédicos montou a estrutura com todo o equipamento necessário para a realização segura da coleta. “A orientação jurídica da Defensoria Pública acontece no âmbito judicial e extrajudicial e essa atuação de hoje possibilita às partes conseguir a realização de exames gratuitos de DNA com o intuito de dirimir conflitos referentes à investigação de paternidade”, comenta o defensor público Fabrício Brito.
Resultado
Os resultados dos exames deverão ser disponibilizados aos Assistidos em até 60 dias após a coleta do material genético, na sede da DPE-TO em Porto Nacional. A partir da chegada dos exames, a Defensoria Pública fará o agendamento para a abertura dos resultados, com a presença das partes envolvidas.
