Pular para o conteúdo principal
Acessibilidade
Preferências visuais
Defensoria Pública do Estado do Tocantins
Menu

Artigo: Relações humanas motivacionais do ambiente de trabalho

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
O objetivo desse artigo é desenvolver nos funcionários da Defensoria Pública da Regional de Dianópolis-TO a motivação que se relaciona com o sistema cognitivo, ou seja, com aquilo que o indivíduo conhece de si ou do ambiente, incluindo os valores pessoais, as experiências vivenciadas no trabalho e as suas necessidades.

Todo ser humano é único, e a maneira que cada pessoa dá sentido as coisas é diferente e por ser tão diferente isso dificulta as relações. As relações pessoais e interpessoais buscam procedimentos que amenizem essa singularidade para podermos viver em harmonia e para transformar colegas em companheiros.

Ao longo dos anos, a motivação humana vem sendo um tema muito discutido no ambiente empresarial, como um meio de despertar em seus funcionários comportamentos que os motivem a melhorar no desenvolvimento de suas atividades. Já está sendo publicado estudo, realizada palestra sobre liderança e motivação, além da forma adequada de lidar com as pessoas e a importância da coesão do grupo.

Nesse sentido, considera-se que a motivação está intimamente ligada ao mundo empresarial, seja nas relações em grupo ou na relação patrão/empregado, pois se acredita que trabalhadores e empresários motivados desenvolverão melhor suas tarefas. Segundo Chiavenato (2006, p. 63) “para se compreender o comportamento das pessoas, torna-se necessário um mínimo conhecimento da motivação humana”.

O ser humano não consegue viver sozinho, e é no trabalho realizado em grupo que se evidencia a importância do estabelecimento de relações que propiciem um ambiente de trabalho favorável à otimização de produtos e serviços, bem como ao bem-estar dos trabalhadores. O relacionamento interpessoal é, em sua essência, um processo dinâmico e não um momento estático, estando sujeito às contingências espaciais, temporais e subjetivas de cada indivíduo. Partindo do pressuposto que a divisão de trabalho torna as pessoas dependentes de seu grupo, este pode ser prejudicado por dificuldades de ordem pessoal, verificando baixa no rendimento do trabalho, refletindo diretamente no atendimento à clientela. Portanto, o sucesso do trabalho coletivo depende do entrosamento e entendimento positivos entre o grupo e indivíduos que o constituem com o líder.

Não existem dúvidas de que as pessoas são diferentes umas das outras. Mesmo gêmeos univitelinos, que tiveram a mesma criação, a mesma educação, desde pequenos demonstram características diferentes no comportamento, nas personalidades e no modo de agir em sociedade. Apesar de tudo isso, compartilhamos de algo que é comum a todos os seres humanos: a capacidade de nos relacionarmos de forma consciente e voluntariamente uns com os outros. As relações humanas se estruturam através das interações entre as pessoas no seu dia-a-dia. Desde a infância aprendemos a nos relacionarmos primeiro com nossos familiares. Este processo prolonga-se através do tempo, acompanhando o indivíduo em todos os estágios da sua vida – escola, grupo de amigos e trabalho. Este processo de relacionamento entre os indivíduos acaba sendo de extrema importância para a estruturação da personalidade do ser humano. Devido aos diferentes fatores que são envolvidos nas relações humanas, tais como: as características psicológicas de cada pessoa, de como está pessoa se integra nos ciclos sociais, da sua história de vida, este é um processo de alta complexidade, que não possui modelos ou fórmulas mágicas. É previsível a ocorrência de conflitos de crenças, costumes, valores, etc., pois qualquer tipo de relacionamento, certamente estará subordinado às características que distinguem um indivíduo do outro.

Portanto, o relacionamento entre os colaboradores não deve restringir-se apenas formalmente, deve-se haver confiabilidade, satisfação e a contribuição no desempenho das atividades. Cada função detém sua real importância, onde cada um assume o seu papel, procurando normalmente oferecer o melhor de si para contribuir com o bom andamento do trabalho dentro da organização, compartilhando assim, com o ambiente.

 

Artigo: Relações humanas motivacionais do ambiente de trabalho | DPE-TO