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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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ANADEP e ADPETO repudiam Portaria que determina corte de cabelo e uniforme de presos do Tocantins

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

A Associação Nacional dos Defensores Públicos - ANADEP, encaminhou ofício à Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, contra a Portaria nº 095 de 31 de janeiro de 2011, da Secretaria Estadual de Segurança, Justiça e Cidadania do Tocantins, que determinou o corte de cabelo de todos os presos das Unidades Prisionais do Estado, do sexo masculino ou feminino, com máquina nº 2; bem como a formação de uma comissão para definir o modelo e a cor do uniforme, tendo como sugestão o uniforme composto por macacão, roupa íntima, meia e tênis de cor rosa (pink) para os homens, e de cor verde limão, para as mulheres.

Contra o mesmo ato, o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Tocantins - ADPETO - Murilo da Costa Machado, divulgou Nota de Repúdio.

De acordo com Machado, a Portaria já foi revogada parcialmente na última quinta-feira, dia 3 de fevereiro. A cor do uniforme irá mudar e a decisão sobre o corte de cabelo ficará a cargo do Juíz da Vara de Execução Penal.

No dia 31 de janeiro, a Defensoria Pública do Tocantins, por meio do Núcleo Especializado de Direitos Humanos – NDH, também instaurou Procedimento Preparatório – PROPAC, para Ação Civil Pública N° 004/2011, contra a Portaria.

Segundo o coordenador do Núcleo, o Defensor Público Júlio César Cavalcanti Elihimas, a instauração do procedimento foi necessária, a fim de expedir uma recomendação ao Secretário com a finalidade de suspender temporariamente o ato, eis que a medida viola a Constituição Federal, a Convenção Americana de Direitos Humanos, a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Lei de Execução Penal.

O PROPAC solicitou, ainda, informação sobre quais Unidades e o nome dos presos do sexo masculino e feminino que já foram atingidos pelo ato.





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