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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Ambulatório Trans é pauta da Defensoria Pública em encontro virtual com equipe da Semus

Autor(a): Cinthia Abreu/ Comunicação DPE-TO

Defensor Público Freddy Alejandro e representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas
Defensor Público Freddy Alejandro e representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas — Reprodução da videoconferência




O Ambulatório Trans de Palmas foi o foco de uma reunião online do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) nessa quinta-feira, 17. Na ocasião, o coordenador do Nusa, defensor público Freddy Alejandro Solórzano Antunes, debateu com a assessoria Jurídica e gerência secundária em Saúde da Semus sobre a prestação de serviços em saúde para as pessoas da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero).

O coordenador do Nusa defendeu a eficiência na prestação dos serviços de um ambulatório trans e destacou que este público precisa ser atendido com acompanhamento multidisciplinar, endocrinologia e psiquiatria, serviços estes que ainda não estão habilitados na rede municipal.

Respostas

Durante a reunião, a gerente de atenção secundária em saúde da Semus, Jelda Pinto Araújo Fernandes Sá, explicou que a porta de entrada para a população é pela atenção básica de saúde, onde os pacientes recebem os primeiros atendimentos e encaminhamentos.

Já em relação à criação do ambulatório, ela falou sobre o Ambulatório Dandara, que contou com articulações da Defensoria Pública e da Associação de Travestis e Transexuais do Tocantins (Atrato), mas que ainda necessita de melhorias, principalmente no atendimento qualificado de forma igualitária a este público.

O encontro virtual tratou, ainda, do ambulatório transexualizador, localizado no Ambulatório de Atenção à Saúde Dr. Eduardo Medrado (Amas), e faz a interlocução dos pacientes com previsão de procedimentos cirúrgicos. A questão, levantada por Jelda Sá, é que o Estado não tem um fluxo estabelecido para atendimento dos pacientes e não possui uma pactuação com outros estados para encaminhar os que precisam de algum tratamento cirúrgico como de redesignação social, papel que, segundo ela, seria do Estado.

Providências

O Defensor Público informou que questionará o Estado acerca do fluxo de atendimento deste serviço, estruturação e habilitação, bem como a pactuação com os Estados para realização das cirurgias.

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