Para alertar sobre a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), em Araguaína, em parceria com o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), realizou 100 testes rápidos, sendo que foram 50 pessoas atendidas que fizeram dois testes para detectar HIV e Sífilis.
O Núcleo das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) de Araguaína articulou a ação que beneficiou assistidos e equipes de trabalho da Instituição. Para o coordenador Pablo Mendonça Chaer, os resultados foram positivos, visto que o número de testes disponibilizado foi alcançado e demonstra a necessidade de repetição dessas ações com foco na prevenção.
Em visita à estrutura que o hospital montou na Defensoria em Araguaína, o superintendente do HDT-UFT, José Pereira Guimarães Neto, destacou o grande número de pessoas que circulava na Instituição que poderiam ser beneficiadas. Para o superintendente, o acesso ao exame em um ponto de grande movimento facilita a detecção dos agravos e encaminhamento para o tratamento.
O resultado do teste estava sendo entregue aos pacientes até 20 minutos depois de realizado. Os testes laboratoriais para o diagnóstico do agravo devem ser feitos em duas etapas, uma de triagem e outra confirmatória. A ação na Defensoria é considerada etapa de triagem, quando cada pessoa recebeu as devidas orientações e alerta caso houvesse a necessidade de tratamento.
Atendendo às recomendações do Ministério da Saúde, as equipes de aconselhamento estavam orientando desde o pré-teste até a etapa do resultado, resguardando o sigilo, a confidencialidade e o respeito às diferenças. A psicóloga Kassia Delany Morais, da equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento (C.T.A.) do HDT-UFT, explicou que o momento do pré-teste e resultado é para falar sobre hábitos dos grupos de risco, se identificados, e principalmente, conscientizar da importância do uso regular do preservativo como medida preventiva, além de encaminhar para o tratamento, nos casos positivos, indicando que o parceiro (a) do paciente reagente também deve procurar o serviço de saúde imediatamente.
Uma assistida de 57 anos aprovou a campanha. “Tem que evitar, mas se tiver a doença não pode esconder, tem que tratar”, falou.