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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Direitos Humanos

Abril indígena também precisa de um olhar para acessibilidade nas aldeias

Autor(a): Cléo Oliveira e Patrícia Ströher / Comunicação DPE-TO

Itxáwi, indígena Karajá da Aldeia Santa Isabel do Morro, no Tocantins, observa de uma das margens do Rio Araguaia a leveza do barco na imensidão das águas. Um retrato potente da acessibilidade em seu sentido mais amplo
Itxáwi, indígena Karajá da Aldeia Santa Isabel do Morro, no Tocantins, observa de uma das margens do Rio Araguaia a leveza do barco na imensidão das águas. Um retrato potente da acessibilidade em seu sentido mais amplo — Rafael Batista / Comunicação DPE-TO

No mês em que acontecem mobilizações e ações do "Abril Indígena" e na véspera em que se celebra o Dia Nacional da Pessoa Indígena [19 de abril], a Defensoria Pública do Estado do Tocantins chama a atenção para a necessidade de um novo olhar sobre acessibilidade nas aldeias: levar a justiça a quem mais precisa, superando barreiras físicas e sociais não apenas para chegar às comunidades, muitas vezes de difícil acesso, mas também sobre acessibilidade na rotina das aldeias.

Nos atendimentos realizados no ano passado pelo Núcleo Especializado de Questões Étnicas e Combate ao Racismo (Nucora), nossa equipe encontrou situações que registram a necessidade de urgência no "pensar acessibilidade" como política de direitos humanos também nas aldeias indígenas.

Uma atuação e defesa que passam pelo direito à dignidade humana, incluso social e participativa na comunidade, equidade e envelhecimento da população indígena, como é o caso de Itxáwi [foto], indígena Karajá da Aldeia Santa Isabel do Morro, no Tocantins. Sua imagem nesta foto permite interpretar que o direito à dignidade navega contra a correnteza.

O crescimento do número de idosos nas comunidades indígenas também tem sido observado pelo Nucora, situação esta que alavanca a necessidade de atenção e infraestrutura adaptada.


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