A história de Hellen

A jovem Hellen Alves Bezerra, 16 anos, tinha um sonho de infância: conhecer o pai e ter o nome dele nos documentos. Desde criança, além de sofrer com a ausência da figura paterna, havia também situações advindas da ausência de registro nos documentos. O pai foi embora quando Hellen tinha dois meses de vida e desde então nunca teve notícias dele.
Para realizar esse desejo, por iniciativa própria e acompanhada por sua mãe, Hellen procurou a Defensoria Pública, durante atendimentos do Programa Defensoria Itinerante, realizados no município de Dueré, para dar entrada ao processo de investigação de paternidade. Hellen foi atendida pelo defensor público Kita Maciel e pela servidora Taivan Barbosa.
Hellen não sabia o paradeiro do pai; a única informação era o nome completo. O primeiro atendimento de Hellen foi em março de 2013. De acordo com o Defensor Público, sem o endereço do pai é praticamente impossível dar prosseguimento ao processo, uma vez que o requerido precisa ser encontrado e notificado da abertura da ação de investigação de paternidade.
No mês seguinte, Hellen retornou ao atendimento itinerante, com o nome de um possível local de trabalho do pai. “Oficiamos a empresa em que ele trabalhava solicitando informações, tais como endereço e telefone, para dar entrada à ação”, explicou o Defensor Público. Em junho, a empresa enviou ofício à Defensoria Pública informando os dados solicitados e assim foi protocolada a Ação de Investigação de Paternidade.
A audiência foi realizada no dia 11 de fevereiro de 2014. Mais do que uma audiência, foi o primeiro encontro com o pai, que reconheceu voluntariamente a paternidade de Hellen.
“Eu esperei desde sempre por esse dia. Foi muito emocionante. Eu fiquei feliz, ele ficou feliz e nem imaginava como eu era. Ele chegou mais cedo passou lá em casa para conversar comigo, fizemos o registro e a tarde fomos para audiência para acertar as coisas da pensão. Desde então, nós nos falamos quase todos os dias e já conheci até meus irmãos por parte de pai”, conta Hellen.
A adolescente fez questão de ir pessoalmente agradecer ao defensor público Kita Maciel e à servidora Taivan Barbosa, durante atendimento do Programa Defensoria Itinerante, realizado no dia 21 de fevereiro, em Dueré. “Só tenho a agradecer ao empenho deles; fui muito bem atendida. Eu pensava que iria demorar mais um tempo, mas o processo correu rápido e agora eu tenho muito mais do que o nome do meu pai nos meus documentos, eu realizei um sonho”, destaca.
“O nosso sentimento é de dever cumprido. É muito gratificante perceber a felicidade do Assistido. No caso da Hellen, ela contribuiu muito, a persistência, a vontade dela em conhecer o pai”, conta Kita Maciel.
Autora: Rose Dayanne Santana
