Artigos

Por que tantos conflitos?


Publicado em 05/08/2019 08:23

 

Essa é uma pergunta que muitas vezes nos fazemos ou não. O conflito é algo tão arraigado em nós, que vivenciamos conflitos diuturnamente e os encaramos como algo que já faz parte do nosso cotidiano. Afinal, quem nunca vivenciou um conflito?Podemos apontar como várias as causas que levam o indivíduo a experimentar um conflito, visto que os enfrentamos quando crianças, jovens, adultos ou idosos com os nossos pais, irmãos, familiares, amigos, vizinhos, parceiros, estranhos, conosco mesmos...Ufa!Pois bem! Então: o que seria um conflito? Quando nos deparamos diante da vontade desejada por um e resistida por outro ou por si mesmo, falamos que está instaurado um conflito. Importante lembrar que essas diversas opiniões sobre um mesmo fato é que gera um conflito. A sociedade moderna preza pela velocidade das informações, a ausência de diálogo e o egoísmo ou egocentrismo exacerbado. ... leia mais >>

 

 

* Por Isabel Cristina Izzo"Um primeiro princípio de liderança é que esta é uma relação entre líder e seguidores, sem seguidores não há o que liderar” (Peter Druker)O ambiente de trabalho, onde normalmente as pessoas passam em média um terço do seu tempo diário, pode apresentar um viés hostil, desagregador e desmotivador, onde não há valorização do ser humano, como também pode se constituir um ambiente acolhedor e motivacional, quando os gestores conseguem prioritariamente desburocratizar e incentivar o diálogo e a comunicação, delegar tarefas com demonstração de apoio, interesse, confiança, e desenvolver no grupo o sentimento empático.Para liderar pessoas, é preciso gostar delas, para poder conhecê-las. Antes disso, é preciso conhecer a si e às suas próprias emoções, enxergar a si e aos outros como seres humanos multifacetados, com seus aspectos biológicos, sociais, emocionai... leia mais >>

 

 

Na cultura atual, temos que parecer estar bem, sempre, quando a comida que comemos, as viagens que fazemos, os relacionamentos felizes que temos, os carros, as roupas, as festas, enfim, os prazeres da vida, são postados nas redes sociais;  ou quando tentamos fazer com que esses prazeres da vida durem para sempre. Para que os dias e as noites possam ser suportados, salvamos a sexta feira, que promete a cada semana, “prazeres intermináveis” que virão junto com o final de semana.Criamos um mundo “perfeito” e de aparências, onde se perde o senso crítico, e a afetividade perde cada vez mais para os valores, opiniões alheias e para o tempo gasto na internet. Ser feliz é tudo o que se quer, mas para quê ser feliz, se ninguém souber? E com as partes ruins que acontecem na vida, o que fazemos?Estamos cada vez mais voltados para o “ter” prazer do que para o “ser” feliz. Será que as p... leia mais >>

 

Maio- Mês da Luta Antimanicomial


Publicado em 21/05/2019 08:49

 

“Quando a instituição destrói e mata, não há solução de compromisso possível, pois seria um compromisso com a morte”(Franco Basaglia)Num tempo não tão distante, o dos manicômios, todos os indivíduos inadaptados, indesejáveis e desafetos eram isolados porque eram vistos como “diferentes”, e também não se adaptavam ao sistema produtivo. Engrossavam as listas dos que desviavam do que fosse chamado “normalidade”,  e enviados para os  manicômios, também as jovens mães solteiras, mulheres que foram estupradas, homossexuais, negros, pobres, mendigos, os desafetos políticos. Os enviados para os manicômios amargavam a dor da exclusão social, passando o resto de suas vidas trancados, até a morte. Após a reforma psiquiátrica, ocorrida em 2001, quem carrega algum sofrimento psíquico ou apresenta algum transtorno psiquiátrico, já não está condenado a fazer parte da história dos hospíci... leia mais >>

 

Por que o Pedagogo nas Demandas Judiciais?


Publicado em 08/04/2019 10:07

 

Por Girlane Cabral Fernandes*A relação genuína entre o sujeito adulto e a criança deve ter na palavra o seu maior aliado. (Barudy et al 2000) ao escrever sobre comunicação atribuiu à palavra um valor por demais precioso. Para esse autor, “em uma família sã e altruísta, cada integrante tem como função confirmar a cada um dos demais sua condição humana.” Para ele, a conversa é um dos rituais humanos que regulam os intercâmbios sociais. Se há negação ou falhas no falar há uma importante quebra no sistema que regula as emoções. O interesse pelo tema, motivo gerador do presente artigo, foi o desdobramento dos trabalhos junto à equipe multidisciplinar na Diretoria Regional de Palmas. A visão adultocêntrica das famílias tem sufocado a voz das crianças como indivíduo que é parte, e não raro a principal, das inúmeras demandas que nos são solicitadas a aproximar, estudar e analisar. ... leia mais >>

 

Ao povo o que é do povo!


Publicado em 28/02/2019 09:42

 

“E se a fala do poeta parece mais forte ou mais clara do que o gemido da criatura opressa, é porque desta, e só desta, recebeu o fôlego para gritar.”Por Isabel Cristina Izzo *Alfredo Bosi, em sua obra “O ser e o tempo da poesia” utiliza-se da faceta da poesia como força e resistência frente às imposições e injustiças; a poesia resiste ao tempo, nunca morre, assim como não morrem as opressões, explícitas ou veladas.A Declaração dos Direitos Humanos, em seu artigo 1º, diz que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação às outras com espírito de fraternidade”.Dentre os direitos do ser humano, estão os direitos sociais, que estão definidos no Artigo 6º da Constituição, são aqueles relacionados à educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, assistência aos... leia mais >>

 

Grupos de Orientação sobre Família, Divórcio e Parentalidade


O que são, como funcionam e a que se destinam?

Publicado em 20/02/2019 09:19

 

Por Isabel Cristina Izzo*Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um a cada três casamentos termina em separação. Em 2016, no Brasil, foram verificados que de 1,1 milhão de casamentos, 344.000 terminaram em separações.Na contemporaneidade tem havido muitas mudanças no contexto familiar, tornando-se um desafio para a Sociedade como um todo, e principalmente, aos sistemas que tentam compreender e, de certa forma, organizar os seios familiares, buscar orientações e promover reflexões que culminem em melhorias nos relacionamentos de casais com filhos, que apresentam conflitos quando em processos de separação.O Núcleo de Mediação e Conciliação (Numecon), em conjunto com a Equipe Multidisciplinarda Regional Gurupi, têm realizado abordagem e orientação a essas famílias. O objetivo principal é provocar nos pais reflexões para criação de responsabilidade e e... leia mais >>

 

 

Por Dayelly Borges do Nascimento*O psicólogo no contexto da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) busca construir indicadores da subjetividade humana para nortear a ação dos defensores públicos com o objetivo de promover um maior entendimento sobre o comportamento humano e aspectos inerentes aos conflitos, relações humanas e personalidade dos sujeitos demandantes. Em casos de suspensão ou destituição do poder familiar a atuação da psicologia jurídica deve avaliar a competência parental, dentre outros aspectos, observando também as relações causais de condutas que poderiam causar incompetência parental, buscando a compreensão de seus significados, já que as deficiências no desenvolvimento das habilidades parentais dos pais podem ser decorrentes de vários fatores alheios às características apenas individuais (ROVINSKI, 2004, p. 139). Nessa perspectiva, é comum observar-se n... leia mais >>

 

 

Por Isabel Izzo*Embora exista escassez de bibliografia acerca da utilização da visita domiciliar no âmbito da intervenção para os profissionais em geral, a prática vem sendo utilizada cada vez mais, sendo necessário pensá-la e construí-la eminentemente de senso ético e crítico.Para o Ministério da Saúde, cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade, além disso, assinala que as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde também formam um todo inseparável, não sendo passíveis de compartimentalização. Por isso, no Brasil, esta atividade é bastante utilizada pelos profissionais da atenção primária, dentro do Sistema único de Saúde (SUS). A utilização de visita domiciliar, por quaisquer áreas de atuação, deve ter um questionamento constante a fim de não reafirmar as relações de poder ou simplesmente realizar coleta de dados; mas sim a de aproximar-se d... leia mais >>

 

Alienação parental?


Publicado em 10/10/2018 09:57

 

Por Elisa Maria*Segundo o artigo 2º da Lei nº 12.318/10, a alienação parental é a “interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.Várias literaturas afirmam que o ato ocorre “porque uma das partes não aceita o fim do relacionamento amoroso. Por conta da raiva, o ex-cônjuge ou a ex-companheira passa a querer se vingar do antigo parceiro e, para tanto, utiliza o filho tentando colocá-lo contra o genitor” (ORTEGA. Flávia Teixeira. A prática de alienação parental é crime?. Disponível em: https://draflaviaortega.jusbrasil.com.br/noticias/535070875/a-pratica-de-alienacao-parental-e-crime). Maria Berenice Dias leciona que o “fato... leia mais >>

 

Sobre a perda do poder familiar


Publicado em 01/10/2018 11:15

 

Lara Gomides*Mais uma novidade legislativa recente é a ampliação das consequências da violência doméstica no âmbito do direito de família. Com a entrada em vigor, no último dia 25, da Lei 13.715/18, ampliaram-se as possibilidades de perda do poder familiar em razão da prática de “crime doloso sujeito à pena de reclusão cometido contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou contra tutelado ou curatelado” (art. 92, II, Código Penal - CP).Sabe-se que poder familiar é o conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais, no tocante à pessoa e aos bens dos filhos menores. Perder tal atributo é, sem sombra de dúvidas, a mais drástica das consequências, possibilitando inclusive a adoção deste menor por terceira pessoa.A condenação criminal pode gerar efeitos que ultrapassam a execução forçada na seara penal, como é o caso da obrigação d... leia mais >>

 

Doença mental e inclusão social


Publicado em 03/09/2018 16:16

 

Por Isabel Izzo* De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2005 a 2015 verificou-se que 18% da população mundial apresentou depressão. Isso equivale a 300 milhões de pessoas ou 4,4% da população. Nesta mesma pesquisa, ainda se verificou que 800 mil pessoas tiraram suas vidas a cada ano. A cada quatro pessoas, uma estaria propensa a sofrer algum tipo de problema em sua saúde mental, segundo o Órgão. Considerando a missão institucional da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) de assegurar o acesso à justiça, integral e gratuito aos necessitados, promovendo cidadania, com atendimento humanizado e de qualidade, assistidos que apresentam transtornos mentais, juntamente com seus familiares, também vêm buscar os serviços que requerem atenção especial, para várias demandas, e cabe-nos realizar um bom acolhimento vislumbrando, acima de tudo, a inclusão social. Para i... leia mais >>

 

Suicídio: algoz e vítima no mesmo indivíduo


Contribuições possíveis da Defensoria Pública: ofertar Justiça é também ofertar vida

Publicado em 13/08/2018 09:59

 

Por Hugo Correia*O suicídio tem se apresentado como um fenômeno social agressivo e de ocorrência crescente em todo Brasil, dados oficiais estes confirmados nos índices do Datasus. A sociedade, em sua variada composição, familiares ou sociais, vem lidando de forma direta ou indireta com os agravos desta auto-agressão.Entendendo esta violência auto infligida como um fenômeno complexo e multifacetado, seu combate surge como fundamental campo de atuação e intervenção por parte das instituições de gestão estaduais, municipais, tanto da saúde, administrativas ou jurídicas, gerando assim uma demanda de implementação e consolidação de políticas públicas efetivas, específicas e atualizadas. Algumas dessas diretrizes são oriundas da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil e dos Conselhos de Classe (Psicologia e Medicina).  O Ministério da Saúde brasileiro publicou a Porta... leia mais >>

 

 

Por Elis Lorraynne*Nasci numa pequena cidade do Sul do Tocantins chamada Alvorada, localizada a 323 Km de Palmas. Sou fruto de um breve relacionamento que minha mãe teve à época. Meu pai não morava na cidade. Com um desentendimento entre eles, minha mãe sofreu muito na gravidez e acabou por omitir da família e também de mim, a identidade de meu pai. Cresci acreditando que meu pai era um homem que abandonou a minha mãe grávida e se mudou pra Goiânia (GO). Eu nunca o havia visto e, falar nele, era um tabu na minha família. Ao completar meus 17 anos, minha mãe me revelou, aos prantos, a verdade: meu pai morava a 180 km de distância de mim, no município de Gurupi. A única coisa que ela sabia era seu primeiro nome. Reuni as informações necessárias e alguns anos depois tomei coragem para conhecê-lo. Com a ajuda de amigos em Gurupi, me aproveitei do fato dele ser corretor de imóveis e o cont... leia mais >>

 

 

Por Isabel Cristina Izzo*Em seu livro “A vida humana: perdas e consequências”, o psicanalista Ivan Capelatto explica que mortes, separações não consentidas, mudanças e bullying são situações que geram perdas e que podem ocorrer na vida de qualquer pessoa, independente de idade, sexo, origem ou cultura. Quando algo é retirado de nossa vida, sem que haja o nosso desejo de que isso aconteça, sofremos a dor pela perda que precisa ser vivida, sofrida e elaborada por meio de uma dinâmica que denominamos “luto”. Permitir que o sujeito da perda possa sentir raiva pela perda, pelo modo como a perda se deu, medo de que outras perdas aconteçam e até culpa, é possibilitar que o sujeito elabore o luto. O impedimento ou a negação de enlutar-se pode culminar em aquisição e produção de emoções doentias, como depressões, distimias, e doenças autoimunes.Nos Núcleos de Mediação de Conflitos que envolvem... leia mais >>