Artigos

 

*Por Lorena DuailibeNum planeta onde impera o patriarcado e, consequentemente, a produção de leis e políticas públicas é voltada para atender a demanda masculina, não existem alternativas para as mulheres senão a de lutar pelos seus direitos. Os movimentos sociais e, mais especificamente, o movimento de mulheres são de suma importância para lograr tal êxito na luta; a experiência da luta dos oprimidos em torno de seus direitos é que deu às mulheres referências reais de mudança. As mulheres aprenderam, por tais meios, que somente elas lutarão por seus direitos. São elas por elas.Na história das mulheres, nenhum direito lhes foi concedido “gratuitamente”, mas por meio de muita luta e manifestação. Desde o direito a ler e escrever, ao direito a votar e ser eleita, toda mudança de que hoje desfrutamos é consequência da inquietação de nossas antepassadas. Mas isso não é garanti... leia mais >>

 

Os desafios da luta pelo fim da violência


Publicado em 26/11/2020 15:08

 

*Por Franciélis VargasA militante e teórica feminista bell hooks nos lembra que a luta contra a violência doméstica é uma das mais divulgadas intervenções positivas do movimento feminista na atualidade. De fato, além de ser a bandeira que atravessa diferentes movimentos de mulheres, se tornou pauta imprescindível na luta, não somente pela necessária proteção e educação das mulheres sobre seus direitos, mas, principalmente, pela garantia de sobrevivência delas.Contudo, uma pergunta se faz necessária: quais são os desafios que a pauta da violência contra as mulheres enfrenta hoje? Primeiramente, a pauta da luta pelo fim da violência contra a mulher é constantemente apropriada pelo discurso político conservador, que apenas é capaz de fornecer respostas meramente punitivistas ao problema. Tais respostas, embora sirvam para acalmar os anseios do senso comum, não trazem resposta... leia mais >>

 

 

* Por Elydia Lêda Barros Monteiro eFranciana Di Fátima Cardoso CostaA cada dia que marca um aspecto dos direitos das mulheres, somos levadas a refazer o percurso de lutas contra a violência que marca com sangue nossa história. Com o Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher, 25 de Novembro, instituído pela ONU em 1999 não é diferente. A data (25.11.1960) rememora a tortura e assassinato das irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Maribal. As irmãs dominicanas eram conhecidas como “Las Mariposas”, enfrentavam a ditadura Dominicana buscando soluções para problemas sociais e políticos. Desde então, algumas coisas mudaram, outras nem tanto. Passamos por revoluções tecnológicas, constituição de um mundo em rede, expansão do acesso a informação, mas ainda continuamos sendo agredidas, estupradas, violentadas, torturadas e mortas. Ainda há muito sangue escorrendo em vários cantos do mun... leia mais >>

 

 

* Por Elisa Maria Pinto de Souza Falcão QueirozJá há algum tempo, ouvimos falar em constelação familiar e no nome de seu criador, Bert Hellinger. Essa prática foi crescendo, ganhando o mundo e recentemente, passamos a ouvir o termo Direito Sistêmico. A princípio, é preciso saber que existem três ordens do amor: a ordem, o equilíbrio entre o dar e receber e o pertencimento. A lei da ordem ou hierarquia estabelece que os que chegaram antes estão acima dos que chegaram depois. O equilíbrio é fundamental para uma relação bem-sucedida. E por fim, o pertencimento é uma necessidade básica do ser humano. Somos seres sociais e, portanto, fazemos parte de um todo, precisamos pertencer a agrupamentos.    Também fazem parte do Direito Sistêmico as leis da ajuda, as quais configuram boas posturas de ajudas que uma vez praticadas não trazem sofrimento ou sentimento de inferioridade para o ajudado. ... leia mais >>

 

 

Por Cléo Oliveira*O papel das instituições públicas na pandemia é, sobretudo, manter a prestação dos seus serviços. Para se comunicar bem, contudo, elas devem ir além disso com projetos, iniciativas e ações que colaborem com o crescimento de pessoas. Ações de comunicação podem ajudar!Comunicação tem tudo a ver com troca, compartilhamento, conhecimento e informação. Por isso, para dar certo, tem que haver relacionamento. Comunicação isolada seria algo como um monólogo sem público; com relacionamento, a comunicação é positiva.Quando idealizou a campanha institucional “Informação também é prevenção”, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins foi além ao atuar no combate a notícias falsas e no compartilhamento de informações com seu corpo funcional e com pessoas assistidas a fim de informá-los sobre o novo coronavírus e sobre a situação da covid-19 no Estado. Era necessário fazer? Por r... leia mais >>

 

 

*Por Isabel Cristina IzzoNas relações onde há agressividade, seja verbal, física ou de outros tipos, a pessoa agredida passa comumente a desempenhar um papel permissivo, permanecendo na relação, mesmo quando pede para não ser mais agredida. Sem se dar conta se enfraquece enquanto ocorre o fortalecimento do agressor, que manterá os ciclos de violência.Na maioria das vezes, o agressor agride porque não consegue lidar consigo e projeta-se no outro. Este é um processo psíquico complexo, muitas vezes não sendo percebido por seus envolvidos. O agredido vai se transformando em uma espécie de receptor das frustrações do agressor, que por sua vez vai tentando “esvaziar-se” de seus próprios sentimentos, como inveja, incompetência, rancores, ganância, incertezas.Em psicanálise, chamamos este processo de projeção, que compreende que o que não suportamos em nós mesmos, negamos e “jogamos”, em outr... leia mais >>

 

 

Por Ilsa Vieira de Araújo Martins *A pandemia ocasionada pela disseminação do vírus da covid-19 proporcionou uma revolução em nossas vidas. A começar com a implementação forçada do teletrabalho, de um dia para o outro iniciamos o nosso trabalho distante da estrutura física dos prédios da DPE e acoplamos a nossa casa o nosso trabalho.O projeto do teletrabalho no âmbito institucional foi formulado ainda em março de 2018, em um cenário totalmente diferente do vivenciado atualmente, mas ainda pendente de regulamentação. Aguardamos ansioso pela efetiva regulamentação.Diante do teletrabalho vivido nos dias angustiantes de pandemia tivemos vários desafios, mas não sabíamos que o melhor ainda estava por vir. Mas como esperar o melhor diante de uma situação tão caótica e desesperadora!?Os desafios foram e ainda estão sendo os mais variados possíveis. No início podemos mencionar o improviso de ... leia mais >>

 

 

Por Franciana di Fátima Cardoso*No último dia 22 de junho de 2020, o Conselho Superior da Defensoria Pública (CSDP) viveu um momento histórico, passível de inscrição nos anais da Instituição, que teve no protagonismo de uma conselheira eleita, na condição de suplente, bem como na condução de voto de outra mulher enquanto relatora, a demonstração do quanto precisamos ser mais, sermos mais fortes e unidas.Trata-se do coroamento de lutas feministas pelo reconhecimento de novos, ou nem tão novos, direitos: o respeito à maternagem em âmbito institucional enquanto política pública fundamental  em favor da mulher trabalhadora e à primeira infância.O reconhecimento de direitos sociais no Brasil está consagrado na Constituição Federal de 1988, contudo, sua concreção e efetividade não seguem a mesma sorte. Por isso, a consolidação através de Resolução, de regulamentação do exercício... leia mais >>

 

 

O Serviço Social é uma profissão "inscrita na divisão social do trabalho, situa-se no processo de reprodução das relações sociais", tendo como instrumento básico de trabalho a linguagem, sendo que as suas atividades encontram-se intimamente associadas à sua formação teórico-metodológica, técnico-profissional e ético-política.É uma profissão que, como bem coloca Marilda Iamamoto, requer um profissional qualificado, que reforce e amplie a sua competência crítica; não só executivo, mas que pensa, analisa, pesquisa e decifra a realidade, pois articular a profissão e a realidade é um dos maiores desafios do Serviço Social.É nesta perspectiva de decifrar a realidade, e nela intervir, que o Assistente Social é chamado a ocupar vários espaços na divisão sociotécnico do trabalho, sejam eles na assistência social, saúde, previdência, segurança pública e na área sociojurídica, entre ... leia mais >>

 

Tempos de despertar...


Publicado em 07/04/2020 08:20

 

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem” (Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas). Nos últimos dias temos nos deparado com muitas situações novas e diversas opiniões acerca do isolamento social e dos impactos negativos que esta situação pode trazer. Esta situação nos leva a alguns questionamentos e dentre eles devemos nos perguntar 1. Porque o isolamento social nos traz tantos medos, inquietações e especulações? E, 2. Porque temos tantas dificuldades de lidar com a possibilidade de estarmos sozinhos, ainda que apenas fisicamente?Os tempos nos convidam a olhar os impactos positivos que as adversidades podem nos trazer e este pode ser um recurso simples a ser utilizado no dia a dia para trabalhar a ansiedade e o stress provocados pelas mudanças imprevisíveis. Mu... leia mais >>

 

 

“Que o perdão seja sagrado; Que a fé seja infinita; Que o homem seja livre; Que a justiça sobreviva!”(Ivan Lins, a Bandeira do Divino) Para analisar a trajetória da Defensoria Pública e das Defensoras e Defensores Públicos, é preciso reconhecer o grande desafio que as envolve. E no Tocantins, um desafio de proporção cerrado-amazônica.Troncos e vidas secas, grandes sertões e veredas deixam de compor um cenário lírico-literário. As descrições de injustiças e desigualdades se materializam nas portas dos Defensores Públicos e suas equipes, a todo tempo.Nas vidas secas, as dificuldades de Fabiano e seus filhos inominados, absolutamente privados de dignidade e direitos básicos, ainda têm o seu elo com a realidade no nosso Estado. Não raro, atendemos pessoas sem terra, sem moradia, sem acesso à água ou energia elétrica, com grandes dificuldades de acesso a serviços de saúde ... leia mais >>

 

O DIREITO À SAÚDE MENTAL NAS PRISÕES


Publicado em 20/11/2019 11:30

 

*Isabel Cristina IzzoMuitos países da América Latina, inclusive o Brasil, têm apresentado altas taxas de encarceramento nos últimos anos (JULIÃO, 2010).Como a privação à liberdade tem sido compreendida, o quanto e sesurte os efeitos de reeducação e reinserção social, é que se faz necessário  debater sobre tal proposição que vem se tornando cada vez mais desafiadora, principalmente aos estudiosos da saúde mental. Privar o indivíduo de liberdade é como torná-lo invisível, apartado, ignorado. Sabemos que a realidade carcerária do nosso país se caracteriza pela superlotação e pela ineficiência no que tange à reeducação e reinserção psicossocial. Falar do sistema prisional sem se preocupar com a saúde mental é improlífero e nos vêm indubitavelmente à lembrança os antigos manicômios, para onde todos os indivíduos vistos como “diferentes” eram levados, para lá serem esquecidos.Af... leia mais >>

 

Por que tantos conflitos?


Publicado em 05/08/2019 08:23

 

Essa é uma pergunta que muitas vezes nos fazemos ou não. O conflito é algo tão arraigado em nós, que vivenciamos conflitos diuturnamente e os encaramos como algo que já faz parte do nosso cotidiano. Afinal, quem nunca vivenciou um conflito?Podemos apontar como várias as causas que levam o indivíduo a experimentar um conflito, visto que os enfrentamos quando crianças, jovens, adultos ou idosos com os nossos pais, irmãos, familiares, amigos, vizinhos, parceiros, estranhos, conosco mesmos...Ufa!Pois bem! Então: o que seria um conflito? Quando nos deparamos diante da vontade desejada por um e resistida por outro ou por si mesmo, falamos que está instaurado um conflito. Importante lembrar que essas diversas opiniões sobre um mesmo fato é que gera um conflito. A sociedade moderna preza pela velocidade das informações, a ausência de diálogo e o egoísmo ou egocentrismo exacerbado. ... leia mais >>

 

 

* Por Isabel Cristina Izzo"Um primeiro princípio de liderança é que esta é uma relação entre líder e seguidores, sem seguidores não há o que liderar” (Peter Druker)O ambiente de trabalho, onde normalmente as pessoas passam em média um terço do seu tempo diário, pode apresentar um viés hostil, desagregador e desmotivador, onde não há valorização do ser humano, como também pode se constituir um ambiente acolhedor e motivacional, quando os gestores conseguem prioritariamente desburocratizar e incentivar o diálogo e a comunicação, delegar tarefas com demonstração de apoio, interesse, confiança, e desenvolver no grupo o sentimento empático.Para liderar pessoas, é preciso gostar delas, para poder conhecê-las. Antes disso, é preciso conhecer a si e às suas próprias emoções, enxergar a si e aos outros como seres humanos multifacetados, com seus aspectos biológicos, sociais, emocionai... leia mais >>

 

 

Na cultura atual, temos que parecer estar bem, sempre, quando a comida que comemos, as viagens que fazemos, os relacionamentos felizes que temos, os carros, as roupas, as festas, enfim, os prazeres da vida, são postados nas redes sociais;  ou quando tentamos fazer com que esses prazeres da vida durem para sempre. Para que os dias e as noites possam ser suportados, salvamos a sexta feira, que promete a cada semana, “prazeres intermináveis” que virão junto com o final de semana.Criamos um mundo “perfeito” e de aparências, onde se perde o senso crítico, e a afetividade perde cada vez mais para os valores, opiniões alheias e para o tempo gasto na internet. Ser feliz é tudo o que se quer, mas para quê ser feliz, se ninguém souber? E com as partes ruins que acontecem na vida, o que fazemos?Estamos cada vez mais voltados para o “ter” prazer do que para o “ser” feliz. Será que as p... leia mais >>