Artigos

 

* Por Elisa Maria Pinto de Souza Falcão QueirozJá há algum tempo, ouvimos falar em constelação familiar e no nome de seu criador, Bert Hellinger. Essa prática foi crescendo, ganhando o mundo e recentemente, passamos a ouvir o termo Direito Sistêmico. A princípio, é preciso saber que existem três ordens do amor: a ordem, o equilíbrio entre o dar e receber e o pertencimento. A lei da ordem ou hierarquia estabelece que os que chegaram antes estão acima dos que chegaram depois. O equilíbrio é fundamental para uma relação bem-sucedida. E por fim, o pertencimento é uma necessidade básica do ser humano. Somos seres sociais e, portanto, fazemos parte de um todo, precisamos pertencer a agrupamentos.    Também fazem parte do Direito Sistêmico as leis da ajuda, as quais configuram boas posturas de ajudas que uma vez praticadas não trazem sofrimento ou sentimento de inferioridade para o ajudado. ... leia mais >>

 

 

Por Cléo Oliveira*O papel das instituições públicas na pandemia é, sobretudo, manter a prestação dos seus serviços. Para se comunicar bem, contudo, elas devem ir além disso com projetos, iniciativas e ações que colaborem com o crescimento de pessoas. Ações de comunicação podem ajudar!Comunicação tem tudo a ver com troca, compartilhamento, conhecimento e informação. Por isso, para dar certo, tem que haver relacionamento. Comunicação isolada seria algo como um monólogo sem público; com relacionamento, a comunicação é positiva.Quando idealizou a campanha institucional “Informação também é prevenção”, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins foi além ao atuar no combate a notícias falsas e no compartilhamento de informações com seu corpo funcional e com pessoas assistidas a fim de informá-los sobre o novo coronavírus e sobre a situação da covid-19 no Estado. Era necessário fazer? Por r... leia mais >>

 

 

*Por Isabel Cristina IzzoNas relações onde há agressividade, seja verbal, física ou de outros tipos, a pessoa agredida passa comumente a desempenhar um papel permissivo, permanecendo na relação, mesmo quando pede para não ser mais agredida. Sem se dar conta se enfraquece enquanto ocorre o fortalecimento do agressor, que manterá os ciclos de violência.Na maioria das vezes, o agressor agride porque não consegue lidar consigo e projeta-se no outro. Este é um processo psíquico complexo, muitas vezes não sendo percebido por seus envolvidos. O agredido vai se transformando em uma espécie de receptor das frustrações do agressor, que por sua vez vai tentando “esvaziar-se” de seus próprios sentimentos, como inveja, incompetência, rancores, ganância, incertezas.Em psicanálise, chamamos este processo de projeção, que compreende que o que não suportamos em nós mesmos, negamos e “jogamos”, em outr... leia mais >>

 

 

Por Ilsa Vieira de Araújo Martins *A pandemia ocasionada pela disseminação do vírus da covid-19 proporcionou uma revolução em nossas vidas. A começar com a implementação forçada do teletrabalho, de um dia para o outro iniciamos o nosso trabalho distante da estrutura física dos prédios da DPE e acoplamos a nossa casa o nosso trabalho.O projeto do teletrabalho no âmbito institucional foi formulado ainda em março de 2018, em um cenário totalmente diferente do vivenciado atualmente, mas ainda pendente de regulamentação. Aguardamos ansioso pela efetiva regulamentação.Diante do teletrabalho vivido nos dias angustiantes de pandemia tivemos vários desafios, mas não sabíamos que o melhor ainda estava por vir. Mas como esperar o melhor diante de uma situação tão caótica e desesperadora!?Os desafios foram e ainda estão sendo os mais variados possíveis. No início podemos mencionar o improviso de ... leia mais >>

 

 

Por Franciana di Fátima Cardoso*No último dia 22 de junho de 2020, o Conselho Superior da Defensoria Pública (CSDP) viveu um momento histórico, passível de inscrição nos anais da Instituição, que teve no protagonismo de uma conselheira eleita, na condição de suplente, bem como na condução de voto de outra mulher enquanto relatora, a demonstração do quanto precisamos ser mais, sermos mais fortes e unidas.Trata-se do coroamento de lutas feministas pelo reconhecimento de novos, ou nem tão novos, direitos: o respeito à maternagem em âmbito institucional enquanto política pública fundamental  em favor da mulher trabalhadora e à primeira infância.O reconhecimento de direitos sociais no Brasil está consagrado na Constituição Federal de 1988, contudo, sua concreção e efetividade não seguem a mesma sorte. Por isso, a consolidação através de Resolução, de regulamentação do exercício... leia mais >>

 

 

O Serviço Social é uma profissão "inscrita na divisão social do trabalho, situa-se no processo de reprodução das relações sociais", tendo como instrumento básico de trabalho a linguagem, sendo que as suas atividades encontram-se intimamente associadas à sua formação teórico-metodológica, técnico-profissional e ético-política.É uma profissão que, como bem coloca Marilda Iamamoto, requer um profissional qualificado, que reforce e amplie a sua competência crítica; não só executivo, mas que pensa, analisa, pesquisa e decifra a realidade, pois articular a profissão e a realidade é um dos maiores desafios do Serviço Social.É nesta perspectiva de decifrar a realidade, e nela intervir, que o Assistente Social é chamado a ocupar vários espaços na divisão sociotécnico do trabalho, sejam eles na assistência social, saúde, previdência, segurança pública e na área sociojurídica, entre ... leia mais >>

 

Tempos de despertar...


Publicado em 07/04/2020 08:20

 

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem” (Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas). Nos últimos dias temos nos deparado com muitas situações novas e diversas opiniões acerca do isolamento social e dos impactos negativos que esta situação pode trazer. Esta situação nos leva a alguns questionamentos e dentre eles devemos nos perguntar 1. Porque o isolamento social nos traz tantos medos, inquietações e especulações? E, 2. Porque temos tantas dificuldades de lidar com a possibilidade de estarmos sozinhos, ainda que apenas fisicamente?Os tempos nos convidam a olhar os impactos positivos que as adversidades podem nos trazer e este pode ser um recurso simples a ser utilizado no dia a dia para trabalhar a ansiedade e o stress provocados pelas mudanças imprevisíveis. Mu... leia mais >>

 

 

“Que o perdão seja sagrado; Que a fé seja infinita; Que o homem seja livre; Que a justiça sobreviva!”(Ivan Lins, a Bandeira do Divino) Para analisar a trajetória da Defensoria Pública e das Defensoras e Defensores Públicos, é preciso reconhecer o grande desafio que as envolve. E no Tocantins, um desafio de proporção cerrado-amazônica.Troncos e vidas secas, grandes sertões e veredas deixam de compor um cenário lírico-literário. As descrições de injustiças e desigualdades se materializam nas portas dos Defensores Públicos e suas equipes, a todo tempo.Nas vidas secas, as dificuldades de Fabiano e seus filhos inominados, absolutamente privados de dignidade e direitos básicos, ainda têm o seu elo com a realidade no nosso Estado. Não raro, atendemos pessoas sem terra, sem moradia, sem acesso à água ou energia elétrica, com grandes dificuldades de acesso a serviços de saúde ... leia mais >>

 

O DIREITO À SAÚDE MENTAL NAS PRISÕES


Publicado em 20/11/2019 11:30

 

*Isabel Cristina IzzoMuitos países da América Latina, inclusive o Brasil, têm apresentado altas taxas de encarceramento nos últimos anos (JULIÃO, 2010).Como a privação à liberdade tem sido compreendida, o quanto e sesurte os efeitos de reeducação e reinserção social, é que se faz necessário  debater sobre tal proposição que vem se tornando cada vez mais desafiadora, principalmente aos estudiosos da saúde mental. Privar o indivíduo de liberdade é como torná-lo invisível, apartado, ignorado. Sabemos que a realidade carcerária do nosso país se caracteriza pela superlotação e pela ineficiência no que tange à reeducação e reinserção psicossocial. Falar do sistema prisional sem se preocupar com a saúde mental é improlífero e nos vêm indubitavelmente à lembrança os antigos manicômios, para onde todos os indivíduos vistos como “diferentes” eram levados, para lá serem esquecidos.Af... leia mais >>

 

Por que tantos conflitos?


Publicado em 05/08/2019 08:23

 

Essa é uma pergunta que muitas vezes nos fazemos ou não. O conflito é algo tão arraigado em nós, que vivenciamos conflitos diuturnamente e os encaramos como algo que já faz parte do nosso cotidiano. Afinal, quem nunca vivenciou um conflito?Podemos apontar como várias as causas que levam o indivíduo a experimentar um conflito, visto que os enfrentamos quando crianças, jovens, adultos ou idosos com os nossos pais, irmãos, familiares, amigos, vizinhos, parceiros, estranhos, conosco mesmos...Ufa!Pois bem! Então: o que seria um conflito? Quando nos deparamos diante da vontade desejada por um e resistida por outro ou por si mesmo, falamos que está instaurado um conflito. Importante lembrar que essas diversas opiniões sobre um mesmo fato é que gera um conflito. A sociedade moderna preza pela velocidade das informações, a ausência de diálogo e o egoísmo ou egocentrismo exacerbado. ... leia mais >>

 

 

* Por Isabel Cristina Izzo"Um primeiro princípio de liderança é que esta é uma relação entre líder e seguidores, sem seguidores não há o que liderar” (Peter Druker)O ambiente de trabalho, onde normalmente as pessoas passam em média um terço do seu tempo diário, pode apresentar um viés hostil, desagregador e desmotivador, onde não há valorização do ser humano, como também pode se constituir um ambiente acolhedor e motivacional, quando os gestores conseguem prioritariamente desburocratizar e incentivar o diálogo e a comunicação, delegar tarefas com demonstração de apoio, interesse, confiança, e desenvolver no grupo o sentimento empático.Para liderar pessoas, é preciso gostar delas, para poder conhecê-las. Antes disso, é preciso conhecer a si e às suas próprias emoções, enxergar a si e aos outros como seres humanos multifacetados, com seus aspectos biológicos, sociais, emocionai... leia mais >>

 

 

Na cultura atual, temos que parecer estar bem, sempre, quando a comida que comemos, as viagens que fazemos, os relacionamentos felizes que temos, os carros, as roupas, as festas, enfim, os prazeres da vida, são postados nas redes sociais;  ou quando tentamos fazer com que esses prazeres da vida durem para sempre. Para que os dias e as noites possam ser suportados, salvamos a sexta feira, que promete a cada semana, “prazeres intermináveis” que virão junto com o final de semana.Criamos um mundo “perfeito” e de aparências, onde se perde o senso crítico, e a afetividade perde cada vez mais para os valores, opiniões alheias e para o tempo gasto na internet. Ser feliz é tudo o que se quer, mas para quê ser feliz, se ninguém souber? E com as partes ruins que acontecem na vida, o que fazemos?Estamos cada vez mais voltados para o “ter” prazer do que para o “ser” feliz. Será que as p... leia mais >>

 

Maio- Mês da Luta Antimanicomial


Publicado em 21/05/2019 08:49

 

“Quando a instituição destrói e mata, não há solução de compromisso possível, pois seria um compromisso com a morte”(Franco Basaglia)Num tempo não tão distante, o dos manicômios, todos os indivíduos inadaptados, indesejáveis e desafetos eram isolados porque eram vistos como “diferentes”, e também não se adaptavam ao sistema produtivo. Engrossavam as listas dos que desviavam do que fosse chamado “normalidade”,  e enviados para os  manicômios, também as jovens mães solteiras, mulheres que foram estupradas, homossexuais, negros, pobres, mendigos, os desafetos políticos. Os enviados para os manicômios amargavam a dor da exclusão social, passando o resto de suas vidas trancados, até a morte. Após a reforma psiquiátrica, ocorrida em 2001, quem carrega algum sofrimento psíquico ou apresenta algum transtorno psiquiátrico, já não está condenado a fazer parte da história dos hospíci... leia mais >>

 

Por que o Pedagogo nas Demandas Judiciais?


Publicado em 08/04/2019 10:07

 

Por Girlane Cabral Fernandes*A relação genuína entre o sujeito adulto e a criança deve ter na palavra o seu maior aliado. (Barudy et al 2000) ao escrever sobre comunicação atribuiu à palavra um valor por demais precioso. Para esse autor, “em uma família sã e altruísta, cada integrante tem como função confirmar a cada um dos demais sua condição humana.” Para ele, a conversa é um dos rituais humanos que regulam os intercâmbios sociais. Se há negação ou falhas no falar há uma importante quebra no sistema que regula as emoções. O interesse pelo tema, motivo gerador do presente artigo, foi o desdobramento dos trabalhos junto à equipe multidisciplinar na Diretoria Regional de Palmas. A visão adultocêntrica das famílias tem sufocado a voz das crianças como indivíduo que é parte, e não raro a principal, das inúmeras demandas que nos são solicitadas a aproximar, estudar e analisar. ... leia mais >>

 

Ao povo o que é do povo!


Publicado em 28/02/2019 09:42

 

“E se a fala do poeta parece mais forte ou mais clara do que o gemido da criatura opressa, é porque desta, e só desta, recebeu o fôlego para gritar.”Por Isabel Cristina Izzo *Alfredo Bosi, em sua obra “O ser e o tempo da poesia” utiliza-se da faceta da poesia como força e resistência frente às imposições e injustiças; a poesia resiste ao tempo, nunca morre, assim como não morrem as opressões, explícitas ou veladas.A Declaração dos Direitos Humanos, em seu artigo 1º, diz que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação às outras com espírito de fraternidade”.Dentre os direitos do ser humano, estão os direitos sociais, que estão definidos no Artigo 6º da Constituição, são aqueles relacionados à educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, assistência aos... leia mais >>